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Dádivas

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De todas as dádivas, Quisera eu o seu perdão. Água para matar a minha sede, Sono para findar minhas noites  Insones. Canção para embalar minha solidão. De todos os presentes, Dêem-me, os céus, o seu sorriso Lindo, a bailar em seus lábios, Puro, a encantar os meus olhos, Gentil, como outrora, E não amargo e dorido, como agora. De todas as bençãos, Conceda-me, Deus, o seu amor. Amor que naufragou Nas vagas da desilusão. Amor que se perdeu no "adeus", Em desamor se converteu. Desamor que à sorte me abandonou, Velando noites a fio, Errando por entre os caminhos da vida, À margem da felicidade, Buscando-te em cada sorriso, Perdida... Suplicando pela sua volta. Quisera eu que Deus me ouvisse, E guiasse teus passos De volta aos meus braços. Eis, enfim, a maior das dádivas: Por entre beijos e abraços, o seu regresso. (SP/ Junho de 1999)

Vem!

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Vem, Me culpa pelo que fiz, Me acusa do que não fiz. Vem, Olha para mim...olha! Me diz! Fala alguma coisa! Vem, Volta...me faz feliz! Volta...antes que eu enlouqueça! Meu maior pecado, amor, Digo: foi tanto te amar. Minha única culpa, amor, Afirmo: Eu não soube te amar. Agora, vem você e me julga, Me acusa, O que eu posso fazer? Vem, Mas deixe que eu me explique, Me deixa falar, te contar...! Vem, Não fique, assim, calado! Não me olhe dessa forma,  Comece a falar! Vem, Me escuta,  Preciso ser ouvida. Vem, Acredita... Creia em mim...! É verdade... Eu nunca, nunca...nunca...! Nunca deixei de te amar! (SP/1999)