Frases Soltas do Pensador (www.pensador.info)

domingo, 9 de dezembro de 2012

Palavreando



Saudades de me encantar por um sorriso,
De sonhar com belos olhos,
De sentir o coração bater mais rápido.
Saudades de quando alguém,
Uma simples lembrança,
Bastava para inspirar-me poesias.
Saudades de ouvir uma música
E relembrar, sonhar...
Às vezes me sinto assim...
Meio que com saudades de me apaixonar.
Mas, então me lembro que estou mais forte,
Desse jeito...
Lembro que estou mais feliz, enfim!
...E a saudade se vai, como veio,
Para qualquer recôndito da minha mente.
E, lá se esconde...
Até a próxima canção, a próxima noite,
A próxima nostalgia...algo assim!

domingo, 4 de novembro de 2012

Esperanças Nunca Morrem!



Eu acredito...
Acredito que nada se perde, contanto que tenha sido verdadeiro.
Acredito nas marcas que deixamos, acredito no poder que tem um sentimento quando é verdadeiro. Ele é capaz de atravessar os anos, sobreviver a uma década e meia...
Acredito que quando se deseja algo...de todo o coração...o Universo dá um jeitinho!
Não sei bem como...não me cabe compreender os desígnios e os meios de que o Universo se vale...mas eu sei que, se estiver, mesmo, em meu caminho, virá a mim...ou irá me esperar...
Acredito...acredito na espera...e acredito que quem espera, um dia alcança...não importa o tempo que isso leve...
Acredito...que depois de tanto tempo, pode ser que esteja chegando a minha vez...ou voltando...porque, afinal, há almas que se complementam, através de existências, e, em uma mesma vida, elas podem, sim, encontrarem-se, distanciarem-se e reencontrarem-se...porque faz parte de seus caminhos.
Acredito...que quando é verdadeiro, não há tempo ou distância ou contratempo que acabe, que apague, que dificulte...!
E mais um tempinho, só para pensar e definir estratégias, para quem esperou tanto, não há de ser nada!

Quando você guarda, por tanto tempo, todas as cartas, fotografias, souvenirs de uma época perfeita, lembranças, há de ser mais do que meras memórias...é que, na verdade, aquela história, retratada em tantas coisas guardadas, é eterna e, no mínimo, merece ser preservada, para não dizer: REVIVIDA.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Apenas mais uma história...



Ela passou o dia pensando em uma história para contar, uma forma de contar uma parte de sua história, mas, meio assim, como se não fosse sua história...como quem conta uma história de um outro alguém.

Ela pensou em nomes, episódios, momentos...mas, o dia passou, a história foi ficando para depois e, então, antes de dormir, circunstâncias adversas vieram reformular o conteúdo da história que ela iria contar e o depois adiou o sono e a história acabou vindo primeiro.

Houve um tempo em que ela acreditou que tinha um chão, um porto seguro, onde ancorar e ela acreditava porque fizeram com que ela acreditasse. Ela, então, estava em outro lugar, um pouco distante, querendo voltar para onde estivera antes e, decidida a voltar, acreditava que seria tudo perfeito: ali estavam pessoas a quem ela havia se afeiçoado, quem ela conhecia, um Universo que tinha se tornado seu, uma história que ela já havia vivido...sem surpresas, sem tristes novidades, tudo muito previsível, muito seguro, muito cômodo.

Havia alguém (que acabou se tornando o protagonista da história de hoje, embora ela tivesse passado o dia com outro tema em mente) a quem ela se entregou, viveu algo intenso, que a deixara fora do prumo, do rumo, alguém por quem ela se colocou como um escudo, tudo fez por ele, comprou seu karma, ofereceu a própria cabeça em uma bandeja, para que a dele fosse salva...sim, dito assim, de forma crua, foi assim mesmo que aconteceu.

Houve toda uma história (repetição proposital do substantivo), por tanto tempo e, para ela, nada havia de vulgar ou errado em algo que era legitimado pelo sentimento...(substantivo usado para designar algo vivido de forma unilateral.)

Mas, essa não é a questão...não mais. Havia algo em que ela acreditara, algo além de um sentimento, um momento, uma história...ela acreditara em palavras ditas por essa pessoa, palavras que poderiam significar um mero galanteio, ou poderiam, quem sabe, significar alguma admiração daquela pessoa.
Ela não queria nada mais além de saber que ele estaria lá, sempre estaria, que ela poderia, algum dia, contar com ele...que ele sentia as saudades que dissera sentir, que ele faria por ela o que ela fizera por ele, embora  ela tenha tido inúmeras oportunidades de ver que ele não seria capaz...ele não tinha o mesmo a oferecer.

Ela estava voltando para onde considerava o seu chão, em sua mente as palavras que vira em certo filme, que aquele lugar guardava todos os seus sonhos.
Então, ela voltou, confiante, feliz, realizada, acreditando que tudo seria como sempre foi, quem sabe melhor, ainda que, por um detalhe ou outro, não saísse, por acaso, tudo exatamente como ela imaginara, mas, bastava que, em diversos aspectos, estivesse como sempre fora: as mesmas pessoas, os mesmos lugares, a mesma vida.

Em questão de dias ela viu esse mundo simplesmente se desintegrar...mais...ela viu esse Universo desabar em sua cabeça e nada mais restar do que lembranças e a sensação de ter entrado na história errada...aquela não poderia ser a dela!
Quem ela defendera, aquele por quem ela servira de escudo, a deixara sozinha, quando mais precisara e, junto a ele, uma a uma, foram se distanciando as pessoas que ela pensara que estariam sempre lá, sempre por ela, para ela...
Ela só sabia se defender das circunstâncias, embora, no fundo, não entendesse muito bem o que estava acontecendo, ela estava tão surpresa que seus instintos prevaleciam, ela mal conseguia pensar, só se defender, defender, o tempo todo...ela não conseguiu nem parar para chorar o sonho perdido, o fim da história que ela idealizara, na qual ela acreditara.

Hoje ela olha as fotos e vídeos antigos, revira lembranças, chega a sentir saudades e, então, para tudo e se questiona se foi tudo verdadeiro ou parte de uma grande mentira.
As palavras ditas, cada abraço, cada momento, cada pessoa...parecia tudo parte de um filme, atores que se despiram de seus personagens...o lugar onde era seu chão se tornou uma cidade fantasma, assombrada por um passado que talvez não tenha existido.
Ela está mais forte, hoje em dia; um pouco incrédula, mas, superou bastante e muitas coisas...mesmo aquela voz ao telefone acusando-a do que não havia feito, pedindo paz e distância...mas, que paz se não fora ela a causadora da guerra?

Ela desistiu de entender e seguiu em frente...procura recomeçar, pois descobrira que não haveria como se manter em sua zona de conforto, em seu sonho previsível e seus lugares comuns, com pessoas que estariam ali, esperando-a, sorridentes, de braços abertos, feições sinceras, conhecidas, familiares...era preciso recomeçar e ela recomeçou. Recomeçou sua história no lugar que guardara todos os seus sonhos...muitos deles ela resolveu deixar de lado...do lado de fora do baú...precisava abrir espaço para novos sonhos, novos momentos, novas pessoas.
As outras pessoas ficaram em seus "mesmos lugares de sempre", ele...ele continuou em seu mundo previsível, só que, agora, para ela, a história era outra e sem ele...sem eles...sem ninguém deles.

A saudade bate? Bate! Ninguém mata uma lembrança! Mas, não há como contar aquela história sem questionar até que ponto ela foi verdadeira.

E, assim, foram, quase todos, felizes para sempre...cada um à sua maneira, em seu devido lugar!

...e ela não precisou de nenhum daqueles abraços para se sentir reconfortada e de nenhum daqueles sorrisos para se sentir em casa. Mesmo ele, "o tal do Karma", não foi necessário, com suas palavras fáceis, e sua voz rouca para fazer com que ela se sentisse bem, sentisse que estava tudo bem.

Ela se surpreendeu, pois, primeiro quem ela pensava serem amigos, revelaram-se inimigos e quem ela acreditava serem seus inimigos, tornaram-se amigos.

E, assim, do seu próprio jeito, ela escreve a própria história, sem personagens que se tornaram meramente fictícios, afinal, apenas em sua imaginação existiram. Sua história se encaminha não para um final feliz, mas, para constantes e felizes recomeços, com pessoas reais...VERDADEIRAS! Querem saber? Ela está muito melhor assim!

"Agora eu sou forçado a olhar pra trás
Eu sou forçado a olhar pra você
Você usa mil faces
Me fale, me fale qual é você
Espelhos quebrados pintam o chão
Por que você não pode ver a verdade?
Você usa mil faces
Me fale, me fale qual é você"
(A Thousand Faces - Creed)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Caroline (Sobre A Princesa e A Boneca de Pano)



Ela sorri com os olhos, e sua voz ecoa, cristalina, pelo ambiente...seu riso, contagiante, sua presença...presente dos céus.
Uma  menina madura, uma adulta em corpo de criança, tanta força em seu pequeno coração, tanto a ensinar a mim, que, sempre pensei, saber tanto.
Com toda a sua história e toda a sua trajetória, ela  é, plenamente, criança, uma criança inteligente, uma criança linda...criança!
Nela concentrei todo o sentido da minha vida, toda a minha vontade de ser e estar e, hoje, uma cena simples, me causou uma torrente de emoções, como se tivessem sido represadas por toda uma vida!
Quanto significado encontrei naquele momento em que ela, diante da bonequinha de pano que estava prestes a ganhar, com os olhos brilhantes, vibrou com todo o seu ser e, ao ter a boneca em seus braços, a acalentou como se fosse mais que um brinquedo, como se fosse um filho amado!
Seu riso de suprema felicidade, sua voz emocionada...meu mundo girou em torno desse instante e toda a minha vida se concentrou naquela pequena menina...aquela singela e tocante cena, minha filha com sua nova boneca nos braços, os olhos radiantes e como que uma aura multicor emanando dela.
Como a amei naquele instante e como a amo em toda a minha vida e em meus dias. Minha razão, meu ser, meu tudo...MINHA FILHA.
A menina dos imensos e brilhantes olhos castanhos, dos cabelos anelados, do sorriso contagiante.
A luz de toda a minha vida, o Sol que me guia, minha estrela, minha fada, meu anjo.
Um poço de personalidade, meu exemplo, pequeno grande exemplo, com ela aprendo todos os dias.
E é por ela que vivo, por ela que existo... minha princesa, minha criança .
Ela que é, ao mesmo tempo, minha inspiração e minha poesia,  ela que ouve Hey Jude e me oferece,  adorando a música e sabendo que amo os Beatles, ela que se desdobra  para demonstrar seu amor por mim, quando, basta sua existência e eu já me sinto repleta de todo amor do mundo, minha filha, e o nome dela é...Carol...Caroline!!!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Peregrinos (Entre "A Outra Parte" e "O Zahir")



Vai, vai de encontro aos seus sonhos,
Busca sua estrada, segue seu caminho,
Há, sempre, o momento de deixar partir...
Vai, preciso me reencontrar, me redescobrir,
Em algum momento entre nós eu me perdi...
Entre eu e você, me tornei "nós".
Deixamos de nos ver, de nos sentir,
Nos acomodamos em nossas histórias,
Na tentativa de ser marcante para você,
Deixei que você marcasse demais para mim.
Eu sempre soube o que sentia por você,
Mas, precisava que você descobrisse
O que sentia por mim,
Eu olhava em seus olhos e já não me via,
Nossas histórias não mais coincidiam,
E, de repente, não pude mais sentir seu abraço,
Nossa relação acabou antes de dizermos "Adeus".
Era preciso...era preciso que eu te deixasse ir,
Que eu te dissesse o que calava em você,
Tive que sufocar, na despedida, 
A esperança de te ter para sempre.
Eu te pedi para ir embora, esperando que ficasse.
Joguei com todas as minhas fichas, apostei na sorte,
Fiz um blefe e perdi...
Mas, eu precisava arriscar e te deixei partir.
Tive, em você, minha "outra parte",
meu amigo, meu amor, meu pensamento,
Oscilei entre a sanidade e a loucura,
Tentei te encontrar em outros beijos,
Enquanto você se perdia em outros braços,
Fui ao inferno e voltei,
Decidi trancar meu coração, com você dentro.
Não mais te teria, mas, você seria
O escudo que impediria outra ferida de se abrir.
Subestimei meus sentimentos até a saudade falar mais alto,
Foi então que tive que lutar comigo mesma,
E venceu o sentimento que tanto evitei,
Tomei a minha decisão, fui aonde você estava,
Te encontrei.
Foi ali mesmo, aninhada em seus braços,
No abraço sem beijo, só saudade, sem malícia,
Que compreendi nossa trajetória.
Te deixo seguir, continue seu caminho,
Aninhe-se em tantos braços quanto desejar,
Beije todas as bocas que quiser beijar,
Busque a si mesmo enquanto se perde,
Pois, hoje, somente hoje, mergulhei em sua história,
Revivi suas dores e vi a vida pelo seu ângulo,
Siga, conforme sigo...uma hora nossas retas se reencontram...
Hoje a vida sofreu uma reviravolta
E a verdade caiu sobre mim:
Vai, enquanto te espero...como sempre esperei...
Aqui, vou estar, quando você resolver voltar,
Tantas voltas a vida deu,
Tantos enganos levei para descobrir,
Que minha "outra parte", você,
Não poderia ser nada mais além
Do meu verdadeiro Zahir.



"A idéia do Zahir vem da tradição islâmica e quer dizer visível, presente, incapaz de passar despercebido. Algo ou alguém que, uma vez que entramos em contato, termina por ir ocupando, pouco a pouco, nosso pensamento, até não conseguirmos nos concentrar em nada mais. Isso pode ser considerado santidade ou loucura." - Faubourg Saint-Péres

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Novos Versos Antigos



senti o seu abraço,
tão quente,
tão amplo, que caberia o mundo
ali dentro.
tão meu, em cujo espaço
caberia apenas eu.
e aquela sensação de segurança
que só os seus braços podem me dar,
a sua presença me causando um bem estar
que só você consegue e mais ninguém,
que só sinto quando aqui você está...
...comigo.
e o seu toque, sua voz, seu calor,
me fazendo sentir que tudo parou,
o tempo voltou,
e nada acabou.
os elos se reencontram 
como se jamais houvessem se rompido.
a vida retoma seu curso
e é como se nenhum de nós tivesse partido.
os suspiros que cansaram de serem contidos,
o pensamento que cansou de ser priosioneiro,
o sentimento pedindo para ser entendido...
tudo se entregou e se resumiu naquele abraço!
e quem diria, enfim, 
que esse coração mais uma vez bateria,
por você?
quem diria, então, que você voltaria
a inspirar meus versos?
os versos que nunca perderam o sentido,
enquanto você esteve comigo...
...nas minhas lembranças.
versos rápidos, incertos...concretos...
...e eu só torço para que a gente possa dar certo...
mais uma vez.

sábado, 14 de julho de 2012

Sutilezas



a gente se entende nos pequenos detalhes,
e se encontra nas menores sutilezas.
a gente se perde nos subentendidos,
e se fala por entrelinhas.
a gente se comunica por mensagens subliminares,
imagens e sons com seus mistérios,
que apenas nós compreendemos.
sutilezas e suaves transparências,
um diáfano manto encobrindo desejos.
frases ditas pela metade,
o silêncio gritante,
o querer que se disfarça
dentro das melhores intenções
o toque por detrás do véu.
sem declarações,
apenas meias palavras,
para nós dois completas sutilezas bastam.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Olhos Proibidos



olhos que hipnotizam, sem saber
olhos em que me perco sem querer.
olhos que convidam,
olhos que encantam,
olhos que prometem
um mundo que não é permitido.
olhos proibidos,
olhos a serem evitados,
olhos que não podem ser lembrados,
olhos que devem ser esquecidos.
olhos que se perdem em outros olhares,
olhos que se distanciam,
olhos que deixam saudades,
olhos...encantados olhos que fascinam.
olhos que trazem sonhos,
desejos e prazeres não permitidos.
lembranças do que deve ser esquecido,
a certeza de um sentimento indevido,
um momento, uma saudade, um olhar...
olhos proibidos que os meus juraram evitar.

sábado, 2 de junho de 2012

Encanto Distante


Ele é alvo, ele é ígneo,
A visão de pelos dourados
Em uma pele toda tatuada.
Pés, coxas, tórax,
Cabelos de um tom que oscila
Do castanho ao avermelhado.

Ele é música,
Voz quente, convidativa,
Ao som do violão, seu aliado.
Canta, encanta, seduz...
Consciente de que cativa
Entre rimas e versos elaborados.

Ele é calor, fogo,
Ele é verão,
É promessa,
Pura entrega,
Vinda de um corpo todo desenhado.

Ele é visão, paraíso,
Peito, costas, nuca...
Entre sardas e tatuagens
Um oásis, repouso,
Terra prometida,
Recompensa...foco almejado.

Ele é desejo,
Alvo inatingível,
O anseio platônico,
Inspiração, poesia,
A toada no fim da noite,
Cheirando a cigarro, 
Madrugada e boemia.
Ele é o mar, o sol,
A areia quente da praia,
Na caminhada do fim do dia.

Ele é sonho,
Estrada do prazer,
Traçada em cada ângulo do seu corpo.
Anseio...ilusão...
Ele é real, concreto, palpável
O gosto súbito e indescritível na boca...
Sensação...toque...contato.

Ele é...
O ideal, a perfeição,
Intangível...desejável...
Além do alcance de ser conquistado.
Eterna contemplação...
Eterno sonho...jamais realizado.
Ele é...sempre será...
Um Encanto Distante...
...intocado.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Relatos de uma canceriana...


...aí você, boa canceriana que é, guarda aquele tesouro, por muitos e muitos anos, do qual jamais abre mão: cartas, bilhetes, cartões, fotografias, o flyer do show do Beto Guedes que vocês acabaram não indo, a capa do livro, onde ele escreveu, como dedicatória, um trecho da música "A Maçã", do Raul Seixas, aquele lenço onde você pediu a ele que aspergisse um pouco daquele perfume, Stilleto, que ele usava, as velhas alianças de compromisso, com seus nomes gravados, os discos do Led Zeppelin que ele esqueceu em sua casa...tudo isso bem guardado naquela caixa que te acompanha há anos...além disso, dentro do baú da memória, as lembranças que jamais te deixaram, as músicas que vocês gostavam.
Sim, perfeitamente plausível! Você é Canceriana! Cancerianos podem viver uma coletânea de histórias em toda as suas vidas, mas, apenas uma eles elegerão como A Grande História de Suas Vidas, aquela que merece ser lembrada e contada para seus amigos, seus filhos, seus netos...o seu Zahir. O Romance Ideal.

domingo, 13 de maio de 2012

Juramento


Algum dia, em minha vida,
Jurei, diante de tudo em que acredito,
Tomar, para mim, sua sorte,
Viver seu karma,
Sentir suas dores,
Ser seu escudo,
E nunca deixá-lo só.
Jurei que o mal que o pudesse atingir
A você não chegaria,
Pois que me atingisse primeiro.
Ofereci meu destino em troca do seu,
Negociei minha felicidade
Para manter a sua,
Me entreguei e nada pedi de volta,
Além do seu sorriso.
Hoje, me perco em lágrimas,
Pois, levada pelo impulso,
Atingida pela dor,
Cega que fui, te feri, sem saber,
Julgando que eu estava a me defender.
Fui responsável pelo duro golpe
Que te atingiu.
Quebrei minha promessa, falhei,
Ouvi seu pranto, sem nada poder fazer.
Senti sua dor, aceitei minha culpa,
Me julguei, me condenei,
E minha sentença será seu distanciamento.
Nada peço, nada quero,
Nada mais.
Somente sua felicidade,
Seja onde for,
Com quem for,
Quero ver seu rosto iluminado
Pelo lindo sorriso que me encantou.
Não importa que me culpe,
Que não me queira por perto,
Aceito minha pena.
Pago esse preço pela sua felicidade.
Seu riso brejeiro ecoando pela noite,
O brilho dos seus olhos,
Seus caminhos em suas mãos,
Te peço: Seja feliz!
Pois, sua alegria de volta
É o maior bálsamo
Para a dor que sinto
Por ter causado suas lágrimas.
(janeiro/2012)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Dádivas


De todas as dádivas,
Quisera eu o seu perdão.
Água para matar a minha sede,
Sono para findar minhas noites 
Insones.
Canção para embalar minha solidão.

De todos os presentes,
Dêem-me, os céus, o seu sorriso
Lindo, a bailar em seus lábios,
Puro, a encantar os meus olhos,
Gentil, como outrora,
E não amargo e dorido, como agora.

De todas as bençãos,
Conceda-me, Deus, o seu amor.
Amor que naufragou
Nas vagas da desilusão.
Amor que se perdeu no "adeus",
Em desamor se converteu.

Desamor que à sorte me abandonou,
Velando noites a fio,
Errando por entre os caminhos da vida,
À margem da felicidade,
Buscando-te em cada sorriso,
Perdida...
Suplicando pela sua volta.

Quisera eu que Deus me ouvisse,
E guiasse teus passos
De volta aos meus braços.
Eis, enfim, a maior das dádivas:
Por entre beijos e abraços, o seu regresso.

(SP/ Junho de 1999)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Closed Eyes


Seus olhos, antes brilhantes, 
Enigmáticos,
Expressivos,
Hoje estão fechados,
cerrados,
Como portas que nunca mais se abrirão,
Janelas fechadas,
Tornando impossível de se ver a vida lá fora.

A luz de seus olhos esverdeados
Escureceu,
Seu sorriso
Se fechou,
O seu corpo, antes tão ativo, vivo,
Jaz inerte...sob terras quaisquer.

Sinto sua falta,
Como se o houvesse conhecido,
Acreditando em um passado improvável,
Um tempo perdido,
Anos esquecidos.
Sinto cada parte do seu corpo,
Como se o tivesse tocado,
Seus lábios...como se os tivesse beijado,
Seus olhos...como se os tivesse fitado.

E, então, sabendo que seu corpo
Está sem vida, por aí,
Entendo o que é saudade,
Uma saudade de alguém que não conheci.
sinto ter alguma ligação com você,
Um elo que nem mesmo a morte desfez.

Srerá que alguém já sentiu a cruel saudade
De alguém querido, um ente perdido?
A dor do nunca...nunca mais,
O desejo da volta, do retorno, 
O ímpeto de morrer, também,
Para se encontrar com esse alguém?
E se somar essa saudade à saudade de um corpo
Que nunca se tocou, nunca se amou,
Mas, de uma forma inconsciente,
Sempre se desejou?
Um rio no qual nunca se navegou...

É a saudade de um corpo, de um nome
Que traz, em si, a eternidade, 
Apesar da morte,
Do rio e da águia imortal,
O rio que nunca morre, nunca finda seu curso,
A águia, a fênix, que renasce das cinzas,
Closed eyes...eternamente...
Saudades pungentes...River Phoenix!

(SP 23/08/1995 - Aniversário de 25 anos de River Phoenix, se estivesse vivo)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Paixão


Sinto a loucura a se aproximar,
A paixão, qual fera a espreitar, 
Sinto em meu coração o pulsar
De um sentimento que me vai dominar.

Qual fogo a arder em meu íntimo,
O calor que abrasa nas noites insones,
Tua imagem a me perseguir,
Meu corpo irrequieto,
Ardendo...não posso dormir.
É mal de amor? Não posso fugir.

O teu beijo, ainda o sinto,
O teu corpo...um labirinto.
Nesse desejo ainda me perco,
Não quero amar, quero fugir...
Fecha-se o cerco!

É amor? É paixão?
Não sei.
É desejo? É atração?
Como saberei?
Essa loucura me bloqueia os sentidos,
Não penso, não ajo, não falo...
Sinto, apenas, e apenas sentirei.
Se desejo-te agora, deseja-me...
E então te amarei.

(SP/1997)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Vem!


Vem,
Me culpa pelo que fiz,
Me acusa do que não fiz.
Vem,
Olha para mim...olha!
Me diz!
Fala alguma coisa!
Vem,
Volta...me faz feliz!
Volta...antes que eu enlouqueça!

Meu maior pecado, amor,
Digo: foi tanto te amar.
Minha única culpa, amor,
Afirmo: Eu não soube te amar.
Agora, vem você e me julga,
Me acusa,
O que eu posso fazer?

Vem,
Mas deixe que eu me explique,
Me deixa falar, te contar...!
Vem,
Não fique, assim, calado!
Não me olhe dessa forma, 
Comece a falar!

Vem,
Me escuta, 
Preciso ser ouvida.
Vem,
Acredita...
Creia em mim...!
É verdade...
Eu nunca, nunca...nunca...!
Nunca deixei de te amar!

(SP/1999)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Como são bons esses momentos!


Como são bons esses momentos
Em que o mundo nos parece o paraíso
E o mar feito de rosas!

Como são bons esses momentos
Em que a vida parece ser eterna
E a felicidade infinita!
Em que, esquecidos do mundo, 
Abandonados em nossos beijos,
Protegidos em nossos abraços,
Perdidos em nossas carícias,
Percebemos: não há palavra nenhuma
A ser dita!

São tão bons esses momentos, 
Fragmentos de sonhos,
Materializações de fantasias,
Breves instantes de contos-de-fadas!

Momentos...horas que não voltam atrás,
Não recuam...nunca...jamais,
E, por isso, clamam por serem vividos.

Momentos..são tão bons, mas, tão frágeis,
Que, apenas uma lágrima de tristeza
Pode destruí-los,
Uma palvra impensada,
Um gesto mal interpretado,
E, então, mais um momento acabado!


(SP/ Dezembro de 1995)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Palavras


Palavras são mais do que palavras,
Quando ditas por você.
Mais do que som,
Palavras criam vida
E agem por si só,
Sob o som da sua voz.

Uma canção,
Dantes admirada,
Cria todo um sentido,
Quando entoada por sua voz
E sua voz, mais do que uma voz,
Torna-se canção, ecoando noite adentro,
Em minha mente.
Todos os acordes
Espalhando-se pelo meu quarto.

Se, antes te contei
Que, com você, havia sonhado,
Hoje, descobri o quanto
Esse sonho é limitado,
Diante de tudo o que você é,
Na realidade.

Já te falei que você supera
Tudo o que minha imaginação teceu
Sobre você?
Já te agradeci por tudo o que disse
E por fazer-me ver-te
Da maneira que te vejo agora?

Te agradeço
Por fazer com que, em uma noite fria,
Esses versos fossem idealizados,
Para criarem vida em uma manhã como essa.
E serem entregues a você,
Como uma forma de te mostrar
O quanto pode uma palavra,
Quando a distância não permite
Que os gestos possam expressá-la.

(SP/2006 - Para R.F.)