Frases Soltas do Pensador (www.pensador.info)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Caminhos Enganosos

Uma estrada interminável
Tortuosa,complexa, vazia.
Pensamentos perigosos,
Que conduzem a sonhos enganosos,
Delírios tortuosos,
Sentimentos duvidosos,
Que ferem, destroem,
Como facas de dois gumes,
Penetrando em dois corações.
Seus caminhos, sempre tão incertos,
Jamais te levarão a lugar algum;
Sua sede de viver aventuras,
Inventando paixões,
Seu emaranhado de ilusões,
Aqui e ali,
Algum dia, irão voltar-se contra você.
E é nessa trilha de desenganos,
Que seus acessos de loucuras e devaneios,
Acabarão por conduzí-lo a um inevitável destino
De desamor e solidão.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O Reverso


Vivendo de aparências,
Arremedos de um tempo que se foi.
Me alimentando de migalhas e mentiras,
Até mesmo daquilo que me recusa,
Quando me oferece sua indiferença.

Toda a admiração se foi,
Dando lugar ao desprezo
Diante da constatação
De quem é você, na realidade.
Não mais o mito...a mais pura fatalidade.

O amor se torna mágoa, que se torna ódio.
Toda a sua representação me causa aversão,
Sendo, por aí, o que foi, um dia, para mim.
Então, dentro do meu ser e da minha mente,
Mato você, suas palavras, as lembranças.

Máscaras, performances, frases feitas...
Sempre o mesmo, mas não para mim.
Quem é você, se nem mesmo você sabe?
Um livro vazio ou um dicionário de palavras repetidas?
Uma grande mentira vivendo outras mentiras.

Suas canções repetidas,
Velhas estrofes ensaiadas,
No intuito de atingir novas conquistas,
Quando as antigas te enfadam,
Mentiras sobre mentiras...você me cansa!

Entre partir ou ficar, me perco em dúvidas.
Se ficar, o quero prostrado,
Quero de volta o que tive, um dia.
Só espero que não seja muito tarde,
Pois quando o amor vira aversão,
Quando a mágoa e a dor substituem a esperança,
Quando nos lançamos em um abismo,
Em meio à escuridão,
Vibramos na energia da vingança,
E, nessa energia, a felicidade que desejamos
É quando vemos aquele que nos feriu
Provar do veneno que tomamos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Último apelo


abra seus olhos,
enquanto pode me ver.
procure-me,
enquanto pode me encontrar.
esteja comigo,
enquanto estou ao seu lado.
não sabemos mais do amanhã,
não sabemos mais do futuro,
voltamos, não ao começo,
mas a um tempo que, na verdade,
desconhecemos.
entenda que é amor,
não é obssessão,
esse meu querer que tanto te quer,
meus olhos que só te vêem,
e esse coração que se tornou
seu único abrigo.
as pessoas cansam de tanto esperar,
de tanto lutar...
as pessoas cansam de correr em busca
de algo que, aos poucos, se distancia.
e a dor de uma partida pode ser grande,
mas não é maior do que a dor da indiferença.
eu já existia sem você,
e por mais que duvide desse fato, nesse momento,
creio que continuarei existindo,
ainda que tenha que partir...
mas, não...não me deixe partir...
não queira ser o perdedor desse jogo,
lute por mim, me reconquiste, você pode!
voltemos aos tempos...bons tempos de nós dois!
em que tudo parecia mais verdadeiro,
você me parecia mais próximo...
afinal, encurtar a distância acabou nos afastando...
você ficou tão mais perto do meu toque,
mas se afastou do meu coração...
não concretize a partida,
não force a despedida...
lute...lute...lute...lute...
por mim!
fique em minha vida!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Túnel Escuro


caminhando sem saber para onde vou,
sem saber quem segue ao meu lado,
ou se sigo sozinha.
nada vejo à minha volta,
nada procuro...
tudo escuro...
um túnel sem fim.
se, no final, encontrarei a luz,
ou um abismo pronto a me engolir,
não sei...
só sei que sigo em frente,
me apoiando nas frias paredes
que, fracamente, me sustentam,
para eu não cair...
se cair, esmoreço
se esmorecer,me entrego,
se me entregar, padeço,
se padecer...descreio...
e se descrer...desapareço.
não vejo paisagens,
as lembranças não mais me fazem sorrir,
já não penso no que tenho,
apenas, débilmente, procuro seguir...
para o fim...o fim do túnel...
seja a luz, ou o abismo...
para algum lugar terei que ir.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Proposta - Ao Som de Cartola

Olhe o sol, lá fora,
A chuva já passou,
As nuvens se dissiparam,
Brilha um caminho para nós.
Esqueça os medos, a indiferença,
O passado de desamor e traição,
Abrigue em mim seu coração,
Deixe meu calor te aquecer.
Entregue-se, renda-se...
Todas as nossas dores se foram,
Todas as nossas histórias nos ensinaram,
Agora temos que fazer algo com o que aprendemos.
Não perca a chance de resgatar o que te pertence...
A felicidade.
Não deixe que a inocência de amar
Se transforme em cinismo, em um eterno duvidar.
Estou aqui...sempre te esperei...
A despeito de minhas próprias dores...
Com elas aprendi a te esperar...
Te dou meu amor, meu perdão, minha certeza,
Te ofereço o que de melhor eu tenho,
Até porque o meu melhor encontrei em você.
Aceite meu pedido...viva comigo,
Estou contigo, sempre estive e estarei,
Há um futuro de felicidades nos prometendo...
Nós dois e a eternidade,
O amor que te dedico, que me dás,
Que te pertence, como sempre te pertencerei.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

No final do arco-íris

Fecho os olhos e procuro não sentir
O tempo, a distância, meus medos,
Minhas certezas e incertezas...
Fixo meus pensamentos no que quero,
No que tenho e, sim, eu tenho!
Nada me faz ouvir as vozes que vêm de fora,
Nada me deixa ver as sombras que rodeiam,
Nada disso me pertence, nada disso me assombra.
Estou voltando e a volta representa a solução,
O sonho que se realiza,
O fim dos problemas,
A morte dos medos,
A chegada definitiva das certezas.
A promessa de que tudo vai ficar perfeito,
Como nas histórias que sempre ouvi.
Mais do que o "Final Feliz",
O "Começo Concretizado"...
Promessa...entrega...concretização...
Finalmente ser...finalmente sentir...
Finalmente perder o medo...me lançar.
Não vou recuar, vou até o fim...
Sou amor, sou certeza, sou perdão,
Sou a vontade de confiar e acreditar...
A superação da dor, da insegurança...
O eterno "tentar", "lutar"...vencer.
Eis que cheguei à reta final...
O pote de ouro no final do arco-íris,
"Felizes Para Sempre"
Assim me sinto...assim seja, assim será.

Cruzes Na Estrada

Sigo nessa estrada...
Ora sei onde chegarei, ora vejo que não sei
Sigo em frente...
Pessoas me acompanham...outras se foram...
Levadas pela vida, pelas circunstâncias,
Levadas pela morte...mas, todos se foram.
E vejo cruzes pela estrada...lembranças de quem partiu,
Ora vejo paisagens, ora vejo o deserto,
Ora caminho sob o sol escaldante,
Ora a Lua guia meus passos...sigo em frente.
Sei onde quero chegar,
Resta saber se é para onde a vida há de me levar.
Mais paisagens, mais desertos, outras cruzes espalhadas...
Pessoas que ficam, pelo caminho,
Pessoas que chegam, se agregam...
Lembranças, sorrisos, lágrimas, felicidade, saudade...
A vida, como uma estrada...infinita caminhada.

domingo, 24 de julho de 2011

Sinergia

eu e você:
sintonia.
juntos:
desejo.
nosso desejo:
movimento.
a temperatura que se eleva,
a respiração que se altera,
ofegante,
a razão que se rende,
delirante,
à cadência dos nossos corpos,
ávidos um pelo outro,
entregues...completando-se...
unindo-se...
sinergia...
combustão espontânea...
contato...
compondo o mais perfeito acorde,
harmonia.
bocas que se tocam,
mãos que se buscam,
almas que se encontram.
palavras são desnecessárias
quando nossos corpos se comunicam,
sincronizados,
se entrelaçam,
se misturam,
tornando-se um só.
sentimentos e sensações...
coexistindo.
pele...
fôlego...
suor.
e nesse momento tudo se resume
a nós...
nossas almas...
não mais eu, não mais você...
apenas nós...
e todo o Universo se concentra
nesse espaço onde, ligados, 
nossos corpos habitam,
se movem,
se encontram,
se unem....se amam.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

13

13 são as luas 
que completam o ciclo de 1 ano.
13 é o nosso número de sorte.
13 é o número que me acompanha.
Em uma sexta-feira 13
nos beijamos pela primeira vez.
13 é o número que você traz em seu anel.
13 é o símbolo das coincidências (ou não)
que nos marcam...
13...é o número do nosso destino...
Percorro as linhas do seu corpo
13 mil vezes com os olhos
e 13 milhões com as mãos.
13 vezes 13 milhões de anos
somados à eternidade ao quadrado
é o tempo que quero viver ao seu lado.

domingo, 29 de maio de 2011

Um Novo Tempo!!!

O Blog Gypsy Angel, após 4 anos, acaba de passar por uma reformulação.
As mudanças trazem novidades que visam tornar mais fácil e intuitiva a navegação de vocês, seguidores e visitantes ocasionais, que durante todo esse tempo nos têm prestigiado com suas visitas, participações e comentários.
Além da repaginação do layout interno do blog, que incluiu um novo plano de fundo, uma nova imagem no cabeçalho, agora o Gypsy Angel tem, também, uma home, onde estão organizadas e indexadas todas as categorias postadas no blog, facilitando, assim, a localização de uma determinada postagem.
A busca interna por postagens foi mantida e encontra-se, como sempre, no rodapé direito da página.
Muito mais mudanças estão por vir e tudo isso é uma forma de agradecer a todos que estiveram, de uma forma ou de outra, conosco durante esses 4 anos.
Afinal, um blog que está no ar desde 2007 merecia essa mudança de ares!!!
Espero que aproveitem, comentem, interajam!!!


O Gypsy Angel é de todos vocês!


Beijos!


Renata Demétrio

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Breves Palavras

você é melodia,
sonho, encanto,
fantasia.
porque você é lindo,
tão lindo...!
...que me perco em contemplação.
porque todo o passado se foi
e levou tudo o que não servia,
quando você chegou em minha vida.
e o sentido de tudo isso
é o presente que vivemos
e o futuro no qual passei a acreditar:
eu e você, para sempre,
certeza, fato, absoluto, indubitável,
amando o amor como nos amamos,
amaremos e sempre iremos amar.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Poesia


Eu quero a poesia de tudo...quero fazer da vida uma poesia.
Tudo seria poesia...a lágrima, o sorriso, a canção, a solitude...
a paixão. 
Eu viveria, morreria e renasceria na minha poesia...
A paixão seria poesia e, até mesmo, o ciúme...
que de veneno passaria a ser o tempero dos meus versos. 
Doloridos ou passionais...sempre versos.
Todo sentimento, toda sensação,
Cada fato e cada emoção...
Em cada coisa eu encontraria a poesia.
Poesia de viver, de sonhar, de chorar, de acreditar.
Poesia de escrever poesia.
Poesia na música, na dança, no dia-a-dia,
Poesia no amor, no encontro, na esperança...
Eu quero a poesia de tudo...quero fazer da vida uma poesia.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Viagem

Em algum lugar destas terras, há um doce olhar só para você...
Um olhar especial, de alguém especial de distantes origens...
Um olhar de um justo coração que pulsa só a vida,
que sorri porque ama plenamente sem julgamentos,
preconceitos, nem distinções.
Hoje, como ontem, longe desses céus,
há um encantado olhar só para você...
e nesse olhar vai para você a magia da luz,
a simplicidade do perdão,
a força para comungar uma vida.
Hoje, de algum lugar dentro de você,
alguém que já o amou muito,e ainda o ama,
diz para você que valeu a pena ter estado nestas terras,
sob estes céus, falando de paz, união, amor, perdão.
Poder sentir a força que faz você sorrir
e continuar o caminho...
que um dia aquele doce olhar iniciou para você.
Tudo isso, só para você saber que a vida continua...
E que a morte, é uma viagem.
(autor desconhecido)

sábado, 7 de maio de 2011

Sobre Um Grande Sonho e a Real Felicidade



Uma das minhas primeiras lembranças, da infância, me remete a um dos meus primeiros sonhos, desejos, ao assistir às imagens do Rio de Janeiro na televisão e que me causavam uma nostalgia incompreensível, eu fixava minha atenção naquelas imagens e dizia: "Ainda irei viver aí! Eu vou ficar adulta e vou me mudar para o Rio de Janeiro!"


Ninguém da minha família entendia nada, sequer levava a sério. Eu era apenas uma criança "viajando demais" nas próprias fantasias.


O tempo foi passando, mas o sonho não. O sonho crescia, amadurecia junto comigo, me envolvia, do nada, em diversas noites, após as quais eu acordava com a certeza mais forte: "Aos 27 anos irei mudar-me para o Rio de Janeiro. Será lá o lugar onde encontrarei minhas respostas!"


Espere! Que respostas??? A quais perguntas? - sim, eu me questionava isso, mas, em seguida, afastava esse questionamento da minha mente. Pouco importava, eu haveria de ir.


Juntava postais com a imagem do Cristo Redentor e do Corcovado, pregava-as nas folhas das minhas agendas e diários, como um lembrete de que eu tinha um sonho a realizar. Essa seria a minha felicidade.


O tempo continuou passando, cresci, vivi tudo o que tinha que viver, até que, um belo dia, em 2006, aos 26 anos, propus à minha família que nos mudássemos para lá. O que haveríamos de perder tentando? Uma proposta de uma vida nova se apresentava. Por que não ir?


Fomos! Em uma manhã chuvosa de janeiro de 2007 rumávamos a Dutra, sentido ao lugar que apelidei, carinhosamente, de "Terra dos Sonhos".
Completei 27 anos lá, conforme, determinei (profetizei?) durante toda a minha vida.


Lá encontrei minhas respostas, encontrei meu lugar, encontrei as verdadeiras amizades, encontrei A Felicidade. De acordo com o conceito que sempre tive.


Eu encontrei a felicidade em uma forma de viver simples, sem ostentações, mas, tão próxima da natureza, tendo um contato tão grande com o que é Verdadeiro e que o Universo nos disponibiliza. Descobri novos conceitos, reencontrei minhas raízes...raízes que eu, até então, sequer suspeitava que existissem.


A menina tímida que não gostava de aparecer, se entregou ao bailado cigano, às magias e mancias de um povo que era seu e ela pôde descobrir.


A mulher que buscava uma base encontrou um Mestre, alguém em quem ela, também, encontrou um pai, que a apresentou aos verdadeiros valores da alma e fez com que ela reconhecesse o próprio valor.


Aquela garota se afirmou como mulher, ao mesmo tempo em que acalmava suas emoções tão fortes, que ela, em vão, passara a vida tentando represar.


Aquela pessoa pacata, apagada, se descobriu cigana...cigana na mais completa das acepções: mulher cigana, com sua beleza, sua atitude, sua sabedoria. 


E, acima de tudo, venceu o medo de se entregar a amizades sinceras, soube gostar de verdade, demonstrar seus afetos e emoções. Acreditou, confiou, viveu intensamente.


Encontrei afetos, também descobri desafetos, mas tudo de uma forma tão forte, tão intensa, tão verdadeira, que pude abrir os olhos para o que era, realmente, a vida.


Descobri no Rio de Janeiro, que a vida era muito mais do que um belo emprego onde se ganha bem, para se comer nos melhores restaurantes, gastar em roupas, sapatos, bolsas, mas, por dentro, se sentir tão vazia.
Usando saias indianas, sandálias sem salto, sob o calor de mais de 40ºC, caminhando, muitas vezes, em ruas não asfaltadas, por lugares, extremamente simples, trabalhando e não ganhando tanto assim, me vi, de fato, Feliz.


Descobri que a felicidade é um conceito que varia de pessoa para pessoa. Ser feliz não é Ter...é encontrar a melhor forma de Ser


Sentir o contato do solo sob seus pés, bailar sob o luar, conviver pacíficamente com os quatro elementos, possuir, apenas, o essencial, acordar com o som de pássaros e galos cantando, abraçar uma árvore e sentir a vida que vibra nela...a magia de viver, de fato,interagir com a Natureza, ser parte dela, de reencontrar a sua essência!


Um dia a partida se fez iminente e necessária. Parti com a sensação de que deixava, para trás, o melhor de mim, a melhor parte da minha história, mas, levando, comigo a certeza de que voltaria...de que havia encontrado o meu lugar, de que, após tantos anos encontrara meu Lar...eu, a paulistana que, durante quase 27 anos havia vivido vendada pelas ilusões da cidade grande, havia encontrado meu verdadeiro EU


Mais de dois anos passados...hoje entendo que precisei voltar para poder evoluir, crescer, desenvolver projetos para, enfim, voltar ao meu lugar e apresentar aos que amo a certeza de que aprendi, de que sofri, mas, estou voltando uma pessoa melhor.


E são essas lembranças, o pensamento nesse lugar e nas pessoas que me esperam, que me fazem cada vez mais forte para não esmorecer diante das dificuldades que enfrento, para não desistir, não jogar tudo para o alto e ir embora, de qualquer jeito.


Quero aprender e voltar e compartilhar o que aprendi...ainda que a saudade, vez ou outra, doa em meu peito, com uma urgência tão grande, que a vontade é deixar tudo e partir...eu serei forte e sustentarei até o fim, pois, o que é o fim, na verdade, nada mais é do que a transição de um ciclo a outro...a paulistana abandona a terra onde nasceu e retorna à terra à qual ela descobriu ser seu lar...eu, cigana, não tenho pátria, não pertenço a um lugar definido, mas, estou onde meu povo está, onde está meu amor, meus amigos, minha vida...


Rio de Janeiro..."Terra dos Sonhos"...onde fui feliz e, talvez, na época, não tenha tido essa consciência...a minha história...um trechinho da minha felicidade.


A sensação eterna de "volta ao lar"...que só apaziguará quando eu puder voltar, de fato.


E voltarei...

"Muda a pelagem a fera
Muda o cabelo o ancião
E assim como tudo muda
Que eu mude não é estranho
Mas não muda meu amor
Por mais longe que eu me encontre
Nem a recordação nem a dor
De meu povo e de minha gente"
(Todo Cambia - Mercedes Sosa)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Eu Te Amo

Agora posso dizer,
Falar sobre o que sempre senti.
Mais do que paixão,
Muito mais do que atração,
A verdade disso tudo
é que sempre te amei.

Em cada gesto, cada olhar,
Cada momento, cada palavra,
Meu coração gritava, clamava,
Me pedindo para expressar
Esse sentimento que ali se abrigava
E não mais se cabia de tanta intensidade.
Por quantas vezes estive prestes a dizer:
Eu amo você!

Eu dizia em cada poesia,
Eu dizia em cada verso,
Em cada música,
Em cada gesto,
Subentendido,
Para você notar...
Meus beijos te diziam,
Minhas mãos, tocando sua pele,
Já confessavam...
Falavam desse amor que é todo seu.

E em uma noite, de forma inusitada,
O sonho se fez real,
Eu que ansiava por ouvir de você,
Que sentia o mesmo que eu,
De repente li aquelas 3 palavras:
"Eu Te Amo".
Meu mundo se fez...
Pude dizer, com todas as letras,
Em toda a sua magnitude,
Eu também...eu amo você!

Eu passaria a minha vida inteira
Dizendo "Eu Te Amo"
Se já não pretendesse passá-la
Amando você...
Com todo o seu jeito, sua personalidade,
Em toda a sua essência...
Te quero pra sempre,
Meu amor...
Eu amo você!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Breves Versos Óbvios

seus olhos,
meus olhos,
se encontram.
sua boca,
minha boca,
se beijam.
meu querer,
seu querer,
um único desejo,
corações batendo
acelerados,
no mesmo compasso,
na mesma sintonia.
a respiração que se altera,
as palavras que vêm e vão
e calam-se quando
tocam-se nossos lábios.
a óbvia certeza indiscutível
de que sempre esteve escrito.
na conjugação do verbo ser,
eu sei que fui feita para você,
como sei que você foi feito para mim.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Expectativa

desejo a tua espera,
ansiando pela minha chegada.
guarda os teus beijos
e diga aos seus desejos
que logo estarei aí.
guarda teu corpo,
pois o meu querer vai te buscar.
vela teus olhos, espera...
pois meus olhos os seus irão fitar.
quero o calor dos seus abraços,
seus braços enlaçados em meu corpo,
a sua voz sussurando ao meu ouvido,
as palavras que sempre quis escutar.
dominaremos o tempo,
o controlaremos a nosso bel prazer,
será o nosso momento,
apenas a noite, eu e você.
e tudo o que os sonhos criaram
nós dois iremos realizar...
e todas as minhas rotas e rumos
convergirão a um mesmo destino:
em seus braços, em seus beijos,
em você.

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Filho do Vento e seu Cavalo de Aço


Sua vida tão intensa,
Sentimentos transbordantes,
Você sempre foi tão real,
Tão verdadeiro!
E seu coração, de menino,
Não sabia guardar rancores,
Fossem de amigos, parentes,
Ou amores,
Seu sorriso logo se abria,
A mágoa partia,
E tudo recomeçava...
Como se jamais tivesse acabado.
Espírito aventureiro, menino...
Se sentia um herói sobre sua moto,
Desbravando as ruas, cabelo ao vento...
Cavaleiro em seu cavalo de aço...
A vida parecia infinita, e você imortal,
Inatingível...
Você se misturava à noite estrelada,
Filho do vento...ventania...
Invencível...
Então...uma noite chuvosa,
O cavalo de aço traiu o cavaleiro,
O tempo se virou contra ele,
O asfalto que você dominava
O recebeu em seus frios braços,
O tempo parou, a velocidade estacou,
E ela...a inominável, impronunciável,
Te levou.
Tantas lágrimas, meu irmão,
Marcaram sua partida...
Partida sem despedida,
O adeus ainda está preso na minha garganta,
Junto com as desculpas que não pude pedir,
Porque se eu soubesse que não haveria o amanhã,
Se eu soubesse que não teria mais tempo,
Não teria dado vazão ao meu impulso de te ferir,
Te magoar...
Com a mais dolorosa e maldita espada:
A palavra.
E nesses 7 anos é tudo o que tenho vivido,
A culpa, o remorso, não sei se pode me perdoar,
Porque eu não posso, não poderei jamais.
Vou seguir com essa culpa, sem desculpas,
Das palavras que disse e que não voltam atrás.
O cavaleiro de aço partiu com todas as honras,
Na despedida, aplausos, lembranças,
A bandeira de seu time sobre seu féretro...
Mas o espírito que naquele corpo habitara,
Não mais ali estava...
Estava perto...bem perto...
Em uma dimensão paralela, mas intangível...
Esteja onde estiver, irmão, você ainda vive...
Vive na memória de todos que te amaram,
Vive no pensamento, nas palavras,
Vive...menino aventureiro e eterno,
Hoje atravessa as nuvens, veloz,
Correndo por entre anjos,
Com seu cavalo de aço, 
E, nos céus, faz um estardalhaço,
Com sua irreverência, sua moto,
Seu rock 'n roll...
Se tornou herói.
Filho do vento...ventania...
Venceste a personagem mais fria,
E viveste além do tangível...
Menino, cunhado, irmão...inesquecível!


Homenagem a J.E.T.F. - *18/05/1972 +22/01/2004
Ele..filho, irmão, marido, genro, pai, cunhado, amigo...ele: imortal.